Paralisia Cerebral

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A criança com Paralisia Cerebral apresenta uma perturbação do controlo da postura e movimento em consequência de uma lesão não progressiva que atinge o cérebro em desenvolvimento.
Há um enorme espectro de gravidade. Algumas crianças terão perturbações ligeiras, quase impercetíveis. Outras terão grave incapacidade, sendo totalmente dependentes nas atividades da vida diária.

Em cada 1000 bebés, em média dois serão afectados por Paralisia Cerebral.

O diagnóstico de Paralisia Cerebral é habitualmente determinado pela associação de atraso na aquisição das competências motoras e alterações do tónus muscular, reflexos e padrões de movimento.
Nos primeiros meses de vida é por vezes difícil estabelecer o diagnóstico e o prognóstico (previsão das limitações que a criança terá no futuro), sendo por vezes necessário aguardar alguns meses até que possam ser assumidos com segurança.
Quais são as causas de Paralisia Cerebral?
Numa grande parte dos casos as causas estarão presentes antes do nascimento da criança (causa pré-natal). Destas, algumas crianças nascem com malformações cerebrais que podem ser o resultado de exposição a tóxicos ou infeções durante a gravidez.
As lesões cerebrais podem instalar-se durante ou pouco tempo após o nascimento (causa peri-natal). Em maior risco destas lesões encontram-se os prematuros (principalmente grandes prematuros), os recém-nascidos de muito baixo peso de nascimento, os que têm asfixia grave ao nascer, os que sofreram hemorragias cerebrais.
As principais causas de Paralisia Cerebral após o nascimento (pós-natal) são a asfixia, os traumatismos cranianos, e as sequelas de infeções que afetaram o cérebro.
Num grande número de casos não é possível atualmente determinar a causa da Paralisia Cerebral.

 

A Paralisia Cerebral resulta de perturbações cerebrais de natureza não progressiva pelo que a perda de capacidades (regressão) não é característica da Paralisia Cerebral.